A Arte da Vida em Sociedades Sustentáveis - a cada julho desde 2005 -, é mais que um acontecimento pontual. É, na verdade, um álibi para a expressão de algo maior, mais profundo, a expressão de uma Nova Realidade, um Mundo Novo, transformado, traduzido no tempo e no espaço ali na Praça Pôr do Sol, Boiçucanga, São Sebastião, litoral norte de SP.
Durante dias de uma intensa e valiosa programação cujo conteúdo trata da Sustentação da Vida em suas múltiplas manifestações, acontece uma grande convergência. Educadores, ambientalistas,
psicólogos, historiadores, artistas plásticos, músicos, artesãos, filósofos, profissionais das terapias naturais e ONGs dirigem-se até lá para compor um mosaico multicolorido e oferecer palestras, vivências, oficinas, apresentações, shows e performances. No palco e na platéia, gente local e gente que gostaria de ser, maravilhados que são por esta nossa nova Terra.
Durante aquela fresta no tempo uma LUZ brilha e os corações que por lá passam são tocados. Por uma razão: cada um ali presente compartilha seus tesouros, e lá reina a abundância que vem das mentes e almas em sintonia com a face feminina de toda a criação.
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Quando eu era apenas uma menina de 11 anos assití a um filme chamado Shangrillá que me tocou para sempre. Tinha em seu elenco a norueguesa Liv Ullman e uma inesquecível trilha sonora de Burt Bacharach. O filme era sobre um paraíso perdido onde uma sociedade muito particular experienciava a Vida de forma criativa, equilibrada e plena de harmonia em todos os sentidos. O Paraíso Perdido ? Eu diria localizável no coração, no CORAÇÃO de qualquer um de nós.
Terra Deusa – A Vida em Sociedades Sustentáveis -o evento- é apenas um álibi. O paraíso perdido é o Mundo Novo, a Nova Terra, que em uma fresta no tempo nos faz lembrar de que ela é possível. E já se descortina.
Malu Moreira